quarta-feira, 20 de junho de 2007

RESUMO SOBRE O ROMANCE "MEMÓRIA DE MINHAS PUTAS TRISTES", DE GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ

(LIVRO DE CABECEIRA)
A época? Início do século XX. O lugar? Alguma cidade da Colômbia. Situação política? Ditadores alternam-se no poder. O protagonista? Um ancião, homem solitário, solteiro, telegrafista aposentado e jornalista atuante, escritor eventual de críticas musicais e cronista semanal do jornal em que trabalha há décadas. O improvável? Ao completar noventa anos, decide dar um presente a si mesmo: uma noite de amor com uma virgem. Durante sua vida, habituara-se à solidão e ao sexo com prostitutas. Nunca amara, o relacionamento mais longo, puramente sexual, fora com uma empregada que, no auge da decrepitude, ainda limpava sua casa. Pois este homem, conhecido como sábio, professor, há décadas fora noivo de uma mulher bem mais jovem, que fugiu com outro, no dia do casamento. Em dado momento, ele diz que o sexo o impedira de amar. Resolvera escrever um livro sobre as centenas de prostitutas com quem fizera sexo. Escreveria "Memória de Minhas Putas Tristes". Decidido, mantém contato com a cafetina mais famosa de sua época e encomenda uma virgem. Teria uma menina de apenas catorze anos. Dirige-se ao bordel, local disfarçado de armazém, numa área da cidade sem o brilho do passado. Mas não aconteceu nada naquela noite. Não quis acordar a menina, que dormia profundamente. Na noite seguinte, foi a mesma coisa. Na terceira noite, também.
Um crime. Um banqueiro famoso é misteriosamente assassinado e ele ajuda a cafetina a vestir o morto. O bordel é fechado. A versão oficial é que o homem fora morto por membros do Partido Liberal. Ele perde o contato com a cafetina e a menina. Procura a menina pela cidade, sem encontrá-la. Desespera-se. Algum tempo depois, a cafetina ressurge e encontra a menina. Ele retorna ao bordel, porém, ao vê-la mudada, crescida, uma prostituta, assusta-se, quebra o quarto. Acalma-se e visita-a frequentemente, decorando o quarto à sua maneira, dando-lhe presentes, sem jamais fazerem sexo. Amava a menina. A menina o amava.
O tempo passou e quis comprar o bordel, a casa, o armazém, o pomar, mas a cafetina preferiu fazer um acordo: o primeiro que morresse deixaria tudo para o outro. Ou melhor, para a menina. Concordou. Ele estava feliz, porque, velho, estava condenado a morrer amando, em qualquer dia depois dos cem anos.

(Fotografia: O prêmio Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez)

(Elson Teixeira Cardoso)

7 comentários:

diego disse...

Um hino à sensibilidade, de uma leitura rápida e um título que poderia espantar o incauto leitor surge a crônica do sentimento sublime, do amor puro. Absolutamente inquietante...

isabeell do carmo disse...

nunca é tarde para descobrir o amor

Anônimo disse...

com certeza isabeell e que ta nós descobrirmos nosso amor juntos... vc deve ser gostosa e gostar muito de fazer sexo né.... tenho certeza que gosta chupar um pau se quiser me chupa é so pedir...

Miguelito disse...

Esse romance só nos faz ter esperança que podemos amar alguém mesmo na velhice

Anônimo disse...

Excelente livro!

Anônimo disse...

O 1o anônimo é o típico frustrado...praticante do sexo solitário.....

brunabora disse...

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