terça-feira, 3 de julho de 2007

P A L E T A D E P A L A V R A S

EU QUERO MAIS QUE A SUPERFÍCIE!
Uma bolha que explodiu no ar e deixou a solidão fragmentar-se em ínfimos, ínfimos, ínfimos pedacinhos de tinta que não combinavam com aquela imagem redonda e perfeita de brilho. Em câmera lenta... splash! Para todos os lados, em todas as direções, flechas de partículas minúsculas, sob o impacto de um simples alfinete. E lá se foi...
A bolha que voava e acreditava na sua infalibilidade. Que iria para o céu, infinitamente, assim... De repente, ao menor toque, um fim espalhafatoso e agregário, a expulsão da pele de si mesma - a pele que constitui o próprio ser, que cobre o nada e nada protege. O vácuo...
Apenas superfície, a bolha. Assim tão fácil de destruir. Uma pele. Uma camada. Uma superfície sem nada.
(Diana Menasché, escritora, http://www.dianamenasche.blogspot.com/)

3 comentários:

INFORMANIACA disse...

Hoje encontrei o teu blog o que aliás achei mt interessante. Tenciono navegar por aqui nos prox tempos.
LC

Penetrália disse...

Oi, Elson, estou homenageando o escritor José Agrippino, que faleceu recentemente e gostaria da sua vista e opiniões. Coloquei seu link de novo no blog, confira.
Abraços do Lúcio Jr

Analuka disse...

Às vezes, o fim inevitável da bolha flutuante e frágil, que estoura e desaparece com o alfinete, faz parte da mágica vital que nos põe a pensar sobre as próprias fragilidades...
Bonitas são as bolhas coloridas, translúcidas, cintilantes...e efêmeras, não?... e o que ou quem é, exatamente, infalível?... Flutuar, sonhar, falecer, renascer para voltar a voar... Estes são os movimentos espirais de nosso existir. Abraços alados.