sábado, 9 de junho de 2007

AUTOR E OBRA

SOBRE O CONTO "LUZES DA RIBALTA"
Apesar do mesmo título, o conto "Luzes da Ribalta" não tem relação com o belíssimo filme "Luzes da Ribalta" ("Limelight", 1952) de Charles Chaplin, cuja música é sublime. Se bem que conserva a mesma névoa de melancolia. Uma prostituta prepara-se para "o batente", enquanto ouve Roberto Carlos e enxerga no quarto um camarim, pois quisera ser atriz...
Para saber o restante, é preciso ler o conto publicado, abaixo, que integra o livro "Janelas para Babilônia", do premiado escritor Alberto Granato, meu amigo de muitos anos, companheiro de faculdade e divagações sobre literatura, cinema, teatro, artes plásticas, filosofia, etc. Sua obra literária, além de romances, é constituída de contos, peças teatrais e poemas.
Curiosamente, os contos "Luzes da Ribalta" e "Crônica Que Nunca Escrevi" (este será publicado em breve), ambos do livro "Janelas para Babilônia", foram escolhidos num concurso literário, entre mil trabalhos inscritos, para integrar uma coletânea de contos, porém, na útlima hora, Alberto Granato não permitiu a publicação. Por que? Nem ele mesmo sabe. Talvez tenha sido um rompante da juventude. Talvez tenha sido uma forma de protesto. (Lembrem-se que o filósofo francês Jean Paul Sartre recusou o Prêmio Nobel de Literatura, na década de 60. O motivo? Protesto.)
Sobre os contos, Alberto Granato enviou-me o seguinte comentário:

"Quando eu comecei a juntar algumas idéias para escrever os contos, eu não imaginava muito bem o que escrever. Depois, imaginei que em um prédio decadente, numa rua movimentada do centro de São Paulo, daquelas com banca de jornal, padaria, prostitutas à noite, camelôs, etc, pudesse ser a inspiração que eu precisava. Então, imaginei que se subisse por esse prédio, cada janela de cada apartamento diferente teria algo a me dizer. Fiz questão de buscar pessoas que a maioria pudesse chamar de decadentes, pois era exatamente ali que queria descobrir as coisas. Outro dia vi num filme, acho que foi num filme, que um cara falou que estava à procura de conhecimento, e não da verdade. Eu não tinha entendido direito o que ele estava dizendo. Mas percebi que a proposta do "Janelas para Babilônia" era exatamente isto. Buscar uma versão das coisas, das pessoas, das suas histórias. Nao me importa, aqui, a verdade, me importa apenas conhecer, aprender, descobrir."

Pois bem, passemos à leitura do conto "Luzes da Ribalta".

(Elson Teixeira Cardoso)

3 comentários:

Diana Menasché disse...

Muito bacana essa oportunidade de ler o conto junto com um breve comentário do escritor!

Anne disse...

Era só o submundo do submundo do nada....
Eu sabia que ele o encontraria se procurasse bem...

Abraços Elson, saudades da USC...

Elson Teixeira Cardoso disse...

Olá, Anne! Estudou comigo? Dá seu msn.
Abraço